Nascidos do caos e da guerra, que nada temem e tudo destroem, transformados em vis máquinas anti-humanas, que rasgam a menbrana que sobe esta civilização decai, como que uma capa de mentira e traição.
Inrronpendo em suptuosas e fulgurantes erupções, dão-se pelo nome de raiva e ódio, libertas das entranhas do monstro que em nós habita...Sim, porque em todos nós um monstro habita, que espera apenas um momento, um motivo, para assumir a posição primordial do consciente, e então arremessar ódio e raiva em todas as direcções.
Não distingue ninguem, nem humano nem material, impelidos para lá do abismo necessário, esse que deveras desconhecemos, mas que existe.
Sim, existe... e revest-se de vergonha, vergonha de se mostrar, de se deixar conhecer, misturando-se entre a normalidade do quotidiano e a excepção da loucura, por si só normal, que quando em excepção é por todos tida como normal... Mas o abismo está lá, olhando para nós, esperando que num relance o seu olhar cruze o nosso, para então possuir a verdade absuluta, e absorver através dele aquilo que de mais intimo temos,o nosso proprio Ser.
Nesse instante, a perfeita inconsciência assume a vontade irracional e inexplicavel, inssaciavel de caos...até que se dissipa, motivada por algo mais forte que ela, e então tudo fica calmo,calmo como o silêncio da noite, imrrompido por murmurios distantes, mas que em verdade chegam até nós, transportados ironicamente pelo proprio silêncio.
Desta forma damos por nós, rodeados da mais degradante condição, a condição de tudo perder, sem saber como,nem porquê nem para quem, e é então, que o monstro, aproveitando o estado confusional, regressa em silêncio para o abismo, onde permanece, aguardando um novo momento, um novo motivo, para de novo explodir na mais enigmática das loucuras...a loucura de raiva e ódio...
terça-feira, 31 de março de 2009
sexta-feira, 27 de março de 2009
Criador de Sonhos
Ás vezes todos nós nos perguntamos o que fazemos neste mundo onde a realidade nos limita... O que nos torna tão singulares neste mundo real... O que há de tão especial em nós para que possamos transfigurar essa realidade... Todos nós temos o dom da criação da nossa própria realidade quando sonhamos... todos nós somos criadores de sonhos e como criadores do nosso próprio mundo, todos nós conseguimos ser felizes no literal sentido da palavra, quando nos vemos autosatisfazer-nos de tudo o que o nosso ego nos solicita... Mesmo pobres conseguimos enriquecer a nossa vida através da vida que há em nós. Este mundo de sonhos pode ser tão realmente perfeito e somos nós os divinos criadores desta perfeição, perfeição que só pode existir neste quadro ilusório que pintamos, onde somos livres na totalidade, onde a nossa liberdade não acaba porque não pode contrastar com a liberdade dos outros.Como criadores de sonhos elevamo-nos numa lufada de ar fresco sobe o pesar da realidade quente e ofuscante da vida social.Tudo faz sentido nos nossos sonhos e todos os nossos sentidos se harmonizam quando vemos, cheiramos, ouvimos, palpamos e sentimos o paladar da deliciosa doçura desta autofelicidade.Faz sentido sonhar, faz sentido fugir á realidade que nos algema a alma, aqui podemos dançar ao som do nosso coração que bate ao ritmo da nossa alma e sobe o compasso da nossa felicidade, aqui podemos realizar um filme com o nosso argumento, escrever a nossa odiseeia e escrever o nosso destino lendo a palavra felicidade em cada entrelinha... e já escrevi a palavra felicidade tantas vezes enquanto sonhei esta reflexão.
Quem me pode tirar o dom de ser um criador de sonhos? Quem me pode privar aqui de ser feliz?
Ninguém me pode impedir de sorrir enquanto sonho.
Sonha, sorri, respira e cria.
Sonha no teu máximo expoente.
Quem me pode tirar o dom de ser um criador de sonhos? Quem me pode privar aqui de ser feliz?
Ninguém me pode impedir de sorrir enquanto sonho.
Sonha, sorri, respira e cria.
Sonha no teu máximo expoente.
sexta-feira, 13 de março de 2009
...
Caem por terra corpos,
Libertos de vida, vencidos,
Por obra de morte e ódios,
Vejo o sangue em rostos entristecidos.
Eles que se dispõe mortos,
Com os olhos já fechados,
Foram obra de intentos morbidos,
E da clemência de que foram privados.
Repugnantes, vis e sádicos,
Como que pelo bem não tocados,
Sois das trevas personificados,
E pela mão divina negligenciados.
Ò felicidade fugaz,
Resplandecente forma de dizer,
Leva-me de novo aos lugares,
Aos lugares que me viram nascer.
E então ser capaz,
Capaz de ser e de fazer,
Mudar de novo este mundo mordaz,
E criar um novo, onde todos possamos viver
Libertos de vida, vencidos,
Por obra de morte e ódios,
Vejo o sangue em rostos entristecidos.
Eles que se dispõe mortos,
Com os olhos já fechados,
Foram obra de intentos morbidos,
E da clemência de que foram privados.
Repugnantes, vis e sádicos,
Como que pelo bem não tocados,
Sois das trevas personificados,
E pela mão divina negligenciados.
Ò felicidade fugaz,
Resplandecente forma de dizer,
Leva-me de novo aos lugares,
Aos lugares que me viram nascer.
E então ser capaz,
Capaz de ser e de fazer,
Mudar de novo este mundo mordaz,
E criar um novo, onde todos possamos viver
quinta-feira, 12 de março de 2009
Solidão
A solidão, essa que nos toma inconscientes, e nos torna artistas, poetas, pintores ou simplesmente pensadores, no fundo artistas de nós próprios, da maneira de ser.
Essa solidão que nos revela, que nos mostra aquilo de que verdadeiramente somos feitos, e a qual muitos não conseguem suportar, mas no fundo faz-nos maiores, porque grande não é aquele que fala de ciências, e de cultura, mas sim aquele que fala de si mesmo, que é capaz de se posicionar na perspectiva do proximo e auto-critica-se. Mas concordo que poderá ser demasiado penoso ouvir criticas de nós proprios, é como percorrer um caminho e ser constantemente apedrejado por mãos, mãos essas que teimam em não parar de atirar, mas o pior, é que essas mãos são as nossas...
Ah... e como eu gosto de estar só, encostado na ombreira da janela, enquanto pego e acendo um cigarro, e ver o que corre lá fora... e então imaginar que não fasso parte dele, mas que faço parte unicamente de mim mesmo, imaginar que bastaria carregar num botão, e então toda a gente deixa-se de se conhecer (hoje tudo se faz carregando num botão)....como que por magia.E apreciar então como seria o quotidiano citadino, povoado não por pessoas a relacionarem-se afectuosamente, laboralmente ou qualquer outro tipo de relacionamento, mas sim por perfeitos desconhecidos, cada um na sua perfeita solidão, a provar a matéria de que são feitos, a aprecia-la... E em cada trago, amadurecerem, crescerem como pessoas , ou então envenenarem-se, e definharem até a loucura...
Essa solidão que nos revela, que nos mostra aquilo de que verdadeiramente somos feitos, e a qual muitos não conseguem suportar, mas no fundo faz-nos maiores, porque grande não é aquele que fala de ciências, e de cultura, mas sim aquele que fala de si mesmo, que é capaz de se posicionar na perspectiva do proximo e auto-critica-se. Mas concordo que poderá ser demasiado penoso ouvir criticas de nós proprios, é como percorrer um caminho e ser constantemente apedrejado por mãos, mãos essas que teimam em não parar de atirar, mas o pior, é que essas mãos são as nossas...
Ah... e como eu gosto de estar só, encostado na ombreira da janela, enquanto pego e acendo um cigarro, e ver o que corre lá fora... e então imaginar que não fasso parte dele, mas que faço parte unicamente de mim mesmo, imaginar que bastaria carregar num botão, e então toda a gente deixa-se de se conhecer (hoje tudo se faz carregando num botão)....como que por magia.E apreciar então como seria o quotidiano citadino, povoado não por pessoas a relacionarem-se afectuosamente, laboralmente ou qualquer outro tipo de relacionamento, mas sim por perfeitos desconhecidos, cada um na sua perfeita solidão, a provar a matéria de que são feitos, a aprecia-la... E em cada trago, amadurecerem, crescerem como pessoas , ou então envenenarem-se, e definharem até a loucura...
segunda-feira, 9 de março de 2009
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